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Doenças de pele mais comuns |

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Canil Ibn Kahue الكلابا بن القهوة |
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Apaixonados pela raça Chow-Chow |


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A imagem ao lado, obtida na internet, mostra um caso grave de sarna demodécica generalizada.
É rara a cura total. Na maioria dos casos há reincidência da doença após algum tempo. Dessa forma, um cão, macho ou fêmea, que tenha demonstrado incapacidade imunológica para o controle do Demodex canis, não poderá ser empregado na reprodução, pois essa deficiência é, comprovadamente, transmissível aos seus descendentes.
Caso tenha um problemas desses, faça contato pelo link Fale conosco ao lado e poderemos lhe dar alguma opinião, compartilhando nossa experiência com animais, expecialmente chow chows, mas é imprescindível o acompanhamento por médico veterinário. |
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O chow chow tem pelagem complexa, por isso, também é susceptível a doenças de pele que podem ficar mascaradas até que sejam percebidas. A prevenção, como será dito várias vezes, é o tratamento mais eficiente em todos os casos, pois quando da perda do pêlo ocasionada por doenças, a repilagem se mostra sempre difícil. Boa higiene, boa alimentação, manter o animal em locais limpos, são dicas importantes. O banho é necessário se o chow for criado em apartamentos, ou se tiver livre acesso à casa. Entretanto, a freqüência não deve ser muito intensa, pois a umidade constante fará com que aumente a procriação de fungos e ácaros, provocando doenças de pele. Recomendamos um banho ao mês, diferentemente de outras raças, que se banham semanalmente.
Embora os chows não sejam cães de cheiro forte, a dica para tirar aquele cheirinho de cachorro do ar é utilizar uma solução feita de água, álcool 92° INPM e vinagre de maçã ou arroz, em proporções iguais. Prepare esta solução e, com uma bomba de spay manual, pulverize todo o cão, menos a região da boca e olhos, abrindo bem a pelagem para atingir a pele. Isto vai eliminar ácaros e outros micro-organismos que causam o mau cheiro e assim, os banhos poderão ser mais espaçados. O chow vai ficar com cheiro de vinagre por algumas horas e, devido ao álcool que lhe irrita as narinas, vai espirrar um pouco durante a aplicação, mas vale a pena, pois esta prática é realmente eficiente. Temos passado isto para nossos clientes, que aprovaram totalmente.
Toda terapia que por ventura for sugerida, é apenas uma orientação e deve ser recomendada por médico veterinário.
Hot spots No verão, é mais freqüente o aparecimento de pruridos na pele, chamados hot spots ou eczema úmido. Essas irritações podem vir acompanhadas de perda de pelo e coceira, deixando o cão bastante irritado e por vezes abrindo feridas de stress. Estas feridas carcterizam-se por áreas onde o cão mordisca freqüentemente, deixando-as úmidas, pois a pele fica como se fosse esfolada. Esses hot spots podem ser devido a ácaros e outros parasitas, seguido de alergias, ou simplesmente alergia ao calor, mas sempre ligados à umidade. Outra causa de hot spots que registramos foi alergia a produtos de limpeza utilizados na casa. É mais comum nos cães entre 5 e 18 meses, talvez ocasionado pela puberdade. Os cães adultos consequem se recuperar com mais rapidez à um hot spot, e muitas vezes se curam sozinhos Chow chows tosados acabam sendo mais vulneráveis a esses fenômenos, devido à perda de proteção natural, como já foi comentado. Devido à pelagem complexa, o tratamento é sempre difícil, e a prevenção é a melhor terapia. Deve-se, então, observar constantemente se o animal se coça de maneira anormal, para que se possa tratar qualquer problema de pêlo e pele rapidamente. O tratamento é tópico, consistindo em desinfecção de eventuais feridas e banhos com shampoo de peróxido de benzoíla 2,5% (Peroxidex®) e tratamento das feridas, se chegar a este ponto. Se ocorrerem hot spots, além do tratamento, deve-se sempre procurar localizar a causa, tais como secagem incompleta no petshop, banhos muito freqüentes, casa muito úmida ou cão confinado em local úmido, sem locais ensolarados, etc. |
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Sarnas Existem três tipos de sarna que podem acometer os cães: a sarna sarcóptica, a sarna auricular ou otodécica e a sarna demodécica ou sarna negra. Vejamos cada uma delas separadamente, pois são doenças bem diferentes.
A sarna sarcóptica é provocada pelo Sarcoptes scabiei (foto 1) e é transmissível ao homem pelo contato, provocando a escabiose. Os cães podem pegar a sarna nos passeios e trazê-la para casa, ou em contato com outros cães infectados. A doença se manifesta quando o artrópode penetra na pele e começa a causar prurido e perda de pêlos. O parasita escava túneis sob a pele onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão em cerca de 7 a 10 dias, promovendo a infestação.
Felizmente, este tipo de ácaro morre facilmente e, se tratado com rapidez, não apresenta maiorores conseqüências para os cães e para os humanos. O maior problema é justamente quando a doença se alastra, produzindo queda de pêlos e ferimentos pela ação de coçar, abrindo espaço para infecções bacterianas. No caso específico dos chows, se a queda de pêlos for muito extensa, a repilagem é mais difícil. |
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O tratamento será tão mais eficaz, quando mais rápido for percebido. Utiliza-se banhos semanais com shampoo de peróxido de benzoíla 2,5% (Peroxidex®) e Amitrax (Triatox©). Enquanto estiver em pequenas áreas, os sprays anti-sarna encontrados em petshops são eficientes. Se começar a sair de controle, uma dose de invermectina (Ivomec®) pode ser injetada, à razão de 1ml/kg, sendo isto contra-indicado para as raças collie, border collie, pastor de shetland e old english sheepdog. Para estas raças, pode-se aplicar comprimidos de milbemicina (Interceptor®, Milbemax®), também em doses de acordo com o peso do animal.
A sarna auricular ou otodécica é uma parasitose causada pelo ácaro Octodectes cynotis, que tem aparência semelhante ao ácaro da sarna sarcóptica, porém de tamanho bem maior, a ponto de serem visíveis com lente de aumento. Quando este parasita invade o canal auricular do cão, provoca otite muito forte. É bastante transmissível entre animais, portanto, é preciso ter muito cuidado em petshops e serviços de hotel e creche. Se houver mais de um animal na casa, cão ou gato, mesmo que apenas um deles tenha apresentado o sintoma, todos devem ser tratados.
Como sintomas, o animal começa a balançar muito a cabeça e a coçar o ouvido, o que provoca escoriações, agravando o quadro. A otite do ouvido externo provoca secreção e em casos graves, pode ocorrer dermatite na região externa das orelhas, pescoço e cabeça.
A sarna auricular pode ser detectada pelos sintomas descritos e pelo acúmulo de cera na cor castanho escuro, quase negra, no interior do ouvido. Esta cera seca e, ao se limpar com uma haste de algodão, ela sai em crostas endurecidas.
O tratamento é realizado pela limpeza do canal pelo veterinário e pela instilação de Sarnasol® líquido, ou outro anti-parasitário recomendado pelo médico.
A sarna demodécica, demodecicose ou sarna negra é típica de cães e não é transmissível ao ser humano. É de tratamento complexo, pois envolve questões de baixa imunidade e até hereditariedade do animal.
A sarna demodécica, é causada pelo ácaro Demodex Canis (foto 2), que faz parte da fauna natural presente na pele de todos os cães. O ácaro habita os folículos pilosos e, por vezes, as glândulas sebáceas. Da mesma forma que o seu parente, Demodex Folliculorum, habita os folículos pilosos da pele humana causando o cravo cutâneo. |
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Alguns experimentos comprovaram que não há transmissão intra-uterina e nem na passagem pelo canal vaginal, sen- do que, após o nascimento e inicio da lactação, em um período entre 8 e 18 horas todos os filhotes já apresentam o ácaro na região do focinho. Essa transmissão é do ácaro. É absolutamente normal e não implica no desenvolvimento da demodecicose.
Um outro experimento demonstrou a transmissão de um filhote que desenvolveu a demodecicose generalizada para outros filhotes de linhagem tradicionalmente isenta, ao reuni-los todos, em um mesmo canil. Isso comprova que um ambiente saturado por uma superpopulação de Demodex canis, em seus vários estágios de desenvolvimento pode levar os filhotes sadios a um nível de infestação superior a capacidade de controle de seu sistema imunológico e ao desenvolvimento da Demodecicose. |
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Mas essas circunstâncias são muito especiais e a maior parte da literatura assume que não há transmissão lateral da sarna demodécica.
Há pouco tempo, a sarna demodécica era considerada uma doença hereditária. Atualmente sabe-se que a questão da hereditariedade está ligada a uma deficiência do sistema imunológico, passada dos pais para os filhos. Mais especificamente, à produção de um tipo de linfócito (glóbulo branco) conhecido como célula T ou Linfócito T, que tem um importante papel no sistema imune Essa limitação do sistema imunológico poderá levar ao desenvolvimento da sarna demodécica e de outras doenças.
Independentemente de sua herança genética, e da qualidade do seu sistema imunológico, outros fatores de estresse poderão levar um cão para um quadro de imunossupressão, e para o desenvolvimento da Demodecicose. O hipotireoidismo, algumas neoplasias ou uma forte infestação por vermes são exemplos. O uso prolongado de corticosteróides, por sua característica imunossupressora, tem sido associado a casos de demodecicose.
A sarna demodécida pode ser localizada ou generalizada, tendo terapias distintas, com atenção à dieta, programa de vacinação e tratamento de verminoses. Em ambos os casos, o diagnóstico deve ser confirmado por exame laboratorial do raspado local.
Na demodecicose localizada, como o próprio nome sugere, as lesões ocupam áreas reduzidas e descontinuadas, normalmente na cabeça, pescoço ou membros anteriores. Mas nada impede que surjam manchas em outras regiões do corpo. O primeiro sinal é a perda de pêlos, que é seguida pelo surgimento de vermelhidão em graus variados, sendo um sinal típico da inflamação. Não são freqüentes as coceiras ou outras infecções causadas por bactérias oportunistas.
A forma localizada é relativamente comum no primeiro ano de vida dos filhotes, devido às flutuações do seu sistema imunológico. A cura ocorre naturalmente na maioria dos casos sem qualquer tratamento. Em alguns dos casos há evolução para a forma generalizada, configurando um quadro mais grave que dificilmente chegará à cura total. Há necessidade de acompanhamento veterinário para a correta avaliação da evolução do quadro clínico.
A demodecicose generalizada e a forma grave da doença e ocorre como conseqüência de uma predisposição hereditária à imunossupressão. Grifamos, pois é comum se ouvir que a “sarna demodécica é hereditária”, o que não é correto, mas sim a deficiência imunológica que é hereditária. Esta mudança de postura é necessária, porque permite o entendimento de que o cão estará sujeito, não só ao desenvolvimento da sarna demodécica, mas também de outras doenças oportunistas de baixa imunidade. Além disso, permite o entendimento de que, mesmo após controlada a demodecicose, toda atenção deve ser dada à imunização do animal, seja por vacinas, seja por vermifugação, seja pela qualidade da alimentação.
A doença se apresenta como uma dermatite crônica. Há perda de pêlos em áreas maiores, com descamação, formação de crostas, manchas e piodermites severas e infecção por bactérias oportunistas, provocando mau cheiro. Poderá ocorrer inflamação dos gânglios, febre e perda de peso. |